Consciência e Cidadania Ambiental Inactiva a Beira-mar
As regiões costeiras constituem uma riqueza para os
países que as detém, estes locais são ricos em biodiversidades pois albergam uma
enorme diversidade de espécies marinhas, contribuem significativamente para
entrada de divisas através de actividades de lazer, pesca e outras atividades
nesses locais realizadas.
Moçambique, possui
inúmeras praias de beleza impecável que atrai turistas de vários cantos mundo a
saber: A praia do tofo na Província de Inhambane, A praia do Wimbe na Província
de Cabo Delgado, Ilha de Moçambique na Província de Nampula, A praia do Bilene
e de Xai-Xai na Província de Gaza, Ponta do ouro, Ilha de Inhaca na Província
de Maputo, a Praia de Zalala na Província da Zambézia entre tantas outras aqui
não mencionadas.
O turismo em Moçambique, nos anos 2008 e 2010, contribuiu
para o Produto Interno Bruto (PIB) com cerca de 5,6% no Pais, e gerou mais de
15 mil postos de emprego, (Jornal Noticias, publicado em 16 de Maio de 2014), e
a sua contribuição continua nos dias actuais. A Economia gerada pelo turismo
nas regiões costeiras, é motivada em grande parte pela beleza natural que elas
oferecem.
| Praia do Tofo, Foto extraida apartir da fonte directa:26/10/2017 |
| Praia do Bilene, foto extraida aprtir da fonte directa:09/10/2017 |
Estamos perante uma região de enormes potencialidades
turísticas, em que a consciência ambiental por parte de todos os cidadãos devia
ser um processo activo e não apenas das entidades do sector, dado que as
questões ambientais só são eficazes quando forem de caracter multissectoriais.
Em certas praias o ambiente é favorável para estar,
devido consciência ambiental ativa de certos cidadãos e a fiscalização dos
lugares por parte das entidades. E em contra partida existem outras, que, por
falta desta fiscalização as condições ambientais não são favoráveis para melhor
passar o tempo, apresentando aspectos não agradáveis.
| Praia do Bilene, Gaza, Foto Extraida a partir da Fonte directa:09/10/2017 |
| Baia de Inhambane, Foto Extraida a partir da fonte directa:26/10/2017 |
As acções antrópicas em algumas regiões costeiras de
Moçambique, estão a colocar em risco aquilo que posso considerar um paraíso.
Diante deste
cenário, podemos juntos refletir nas seguintes questões: Oque precisamos para
executar acções conducentes a um ambiente limpo e Saudável? Precisamos sempre de
uma fiscalização para tornar o nosso património, nossa riqueza, que outras
regiões não possuem em melhores condições? Oque se pode esperar no presente bem
como no futuro, desses locais caso a consciência e cidadania ambiental não seja
activa?
Apesar de não
serem todas as praias que apresentem este cenário, precisamos tomar
responsabilidade em relação ao uso do meio ambiente, as acções de educação
ambiental por si só não terão efeito caso não haja uma mudança de consciência e
a colaboração efetiva de todos os cidadãos.
A necessidade do desenvolvimento da consciência
ambiental, a necessidade de parar com a desvalorização do ambiente marinho,
terreste e de todo o ambiente que nos rodeia, caso isto não aconteça corrermos
o risco de perde-las.
Bibliografia
Jornal Noticias, Turismo Gera 15 mil Postos de Emprego,
publicado, sexta-feira, 16 de Maio de 2014, Maputo
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ResponderEliminarLi com muita atenção o artigo que redigiu, sobre a degradação costeira e terrestre, transversal a muitos países, particularmente em vias de desenvolvimento, e com graves consequências para os ecossistemas. As imagens que publicou traduzem bem a reduzida capacidade de muitos municípios lidarem com o grande volume de resíduos sólidos que diariamente são produzidos e despejados em lixeiras e/ou em locais onde facilmente possam ser arrastados pelas águas, como é o caso das praias. Lamentavelmente, não são imagens tão invulgares quanto aparentemente o possam parecer.
ResponderEliminarPor outro lado, ainda subsiste um outro problema também inquietante que se refere às águas residuais, efluentes domésticos, agrícolas e industriais, que são lançados diretamente no meio ambiente, seja pela escassez ou mesmo inexistência de infraestruturas como as estações de tratamento de águas e o saneamento básico.
O aumento da população e a migração para as áreas litorais levou ainda ao desenvolvimento acelerado de construções não planeadas e mal situadas, que intensificam a pressão sobre os recursos naturais, quer os terrestres quer os marinhos. Poder-se-ia ainda referir que a contaminação da água favorece a transmissão e são o foco de muitas doenças, de que é exemplo a cólera, e que constitui uma das principais causas de mortalidade e mortalidade infantil neste grupo vulnerável de países. Resta claro que se abusarmos das funções naturais que sustentam o nosso planeta, comprometeremos a qualidade de vida das gerações futuras – e dificultaremos sobremaneira a vida dos que já vivem à margem da sociedade (A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade - TEEB, 2008, versão PT).
O acesso ao saneamento e o tratamento adequado dado aos resíduos são condições essenciais para a proteção da saúde e da dignidade humana e para uma gestão sustentada dos recursos. É uma prática simples que deve constar nas prioridades de todos os governos e comunidades, sensibilizando as populações sobre a importância de cada um de nós participar/beneficiar na manutenção de um ambiente limpo e aprazível, para assegurar o bem-estar humano. Response strategies designed to provide incentives for biodiversity conservation by ensuring that local people benefit from one or more components of biodiversity have proved to be very difficult to implement (Millennium Ecosystem Assessemente, 2005).
A promoção de uma cidadania ativa e responsável é alcançada somente por via da educação ambiental.
Os objetivos de conservação dos países em desenvolvimento, com frequência, competem com seus objetivos de desenvolvimento, existem importantes questões sociais a serem abordadas no contexto local, como (…) subsistência e questões de bem- estar, e a persistência do “do ciclo vicioso” da pobreza e degradação do meio ambiente sociedade (A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade - TEEB, 2008, versão PT).
“O aquecimento global está nas manchetes de hoje.
A degradação dos ecossistemas estará nas manchetes amanhã.”
Corporate Ecosystems Services Review, WRI et al., março de 2008
Bibliografia:
- A Economia dos ecossistemas e da biodiversidade – TEEB(2008).
- Millennium Ecosystem Assessment, 2005. Ecosystems and Human Well-being: Biodiversity Synthesis. World Resources Institute, Washington, DC.
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ResponderEliminarPriscilla, o seu comentário é muito interessante. Deverá contudo, futuramente, alicerçar as suas reflexões - primariamente - na bibliografia fornecida na unidade curricular de BGC ... Veja de novo as orientações para os comentários no blogue ... Sugiro que possa aprofundar a sua reflexão sobre os valores de biodiversidade respondendo à colega Sandra :). Até breve, Paula Nicolau
ResponderEliminarPrezada Docente
EliminarObrigada pela análise, vou prestar mais atenção nas bibliografias fornecidas nesta unidade curricular, e dentro em breve irei aprofundar mais a minha reflexão sobre a biodiversidade para melhor responder o comentário da colega Sandra.
Cumprimentos